Prefeitura capacita coordenadores da Educação Infantil para o uso pedagógico da robótica nas escolas
- Escrito por Setor de Comunicação
Formação une ludicidade e tecnologia ao capacitar gestores para o uso do kit ROB
Uma caixa preta repleta de pontos de interrogação repousa no centro da roda, guardando não apenas um robô, mas um universo de descobertas. Antes mesmo de acionar qualquer comando, as crianças da rede municipal de Hortolândia aprendem com o peso, o toque e a curiosidade. Foi com esse olhar voltado ao encantamento e à autonomia que a Prefeitura de Hortolândia realizou, nesta quarta-feira (11/03), a formação sobre robótica pedagógica para coordenadores da Educação Infantil.
O encontro, realizado no Centro de Formação dos Profissionais em Educação Paulo Freire (CFPE), reuniu cerca de 60 profissionais para aprofundar o uso do Kit ROB, ferramenta que insere o pensamento computacional e a cultura digital no cotidiano das Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) de forma lúdica e estruturada.
Sob a orientação do formador Prof. Antonio Carlos Lepri Júnior do Departamento de Ciência e Tecnologia, a atividade focou na desmistificação da robótica, apresentando-a como uma extensão natural do "brincar de montar". A proposta central, segundo o formador, é o trabalho com a robótica desplugada, que permite o desenvolvimento da lógica, da lateralidade e da autonomia das crianças sem a necessidade do uso direto de telas ou computadores.
Durante a capacitação, os gestores vivenciaram dinâmicas com o Kit ROB, um robô educacional programável que permite o desenvolvimento de habilidades essenciais de forma lúdica e prazerosa. Através dele, as crianças têm contato com conceitos básicos de tecnologia e programação, além de desenvolverem a resolução de problemas, o trabalho em equipe e o pensamento crítico. Na prática, os pequenos utilizam cards de programação que o ROB lê ao passar por cima, executando em seguida a função determinada.
Experiências Transformadoras
A troca de experiências entre as unidades revelou estratégias fundamentais para as atividades de robótica na Educação Infantil. Um dos pontos centrais discutidos foi a adaptação da dinâmica de sala para atender às necessidades dos pequenos.
A coordenadora Maria Zildete Ferreira de Sunti, da Emeii Profa. Zenaide Ferreira de Lira Seorlim, enfatizou a importância da organização do espaço. "Entendemos que o trabalho prático precisa acontecer em pequenos grupos, pois na grande roda as crianças ficam alvoroçadas e o tempo de concentração é curto. Enquanto um grupo interage com o robô, os demais permanecem em 'cantinhos' com atividades diversificadas, como massinha, garantindo que todos participem efetivamente", explicou.
A construção do vínculo afetivo com a tecnologia também foi destaque nos relatos. A coordenadora da Emei Miguel Camilo, Fatima Beatriz Correia Albert Boeno, compartilhou como o ROB foi introduzido como um novo integrante da sala, funcionando como um mascote da turma. Para marcar sua chegada, foi realizado um "lançamento" coletivo com diversas salas reunidas, apresentando o robô como um companheiro de convivência e aprendizado.
A coordenadora da Emei Maria Olinda de Jesus Souza, Franciele Cristine Lucas Santarosa, descreveu como transformou a chegada do robô em um evento de investigação. Ao apresentar o equipamento dentro de uma caixa misteriosa, ela estimulou os alunos a interagirem com o objeto através do peso e da dedução. Com o "despertar" do ROB, as atividades foram direcionadas para pequenos grupos, facilitando o aprendizado de conceitos de direção, alfabetização e letramento matemático. A metodologia incluiu o uso do corpo como referência antes da programação com os cartões, consolidando a noção espacial das crianças.
Cultura Digital e Segurança
Segundo o Departamento de Ciência e Tecnologia, responsável pela ação, além do aspecto pedagógico, a formação reforçou as diretrizes administrativas para a consolidação da cultura digital na rede municipal. Os coordenadores receberam orientações técnicas sobre a gestão de arquivos em nuvem e o uso estratégico de drives. Um ponto de extrema relevância foi a conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que o armazenamento de informações e o registro fotográfico das atividades ocorram com total segurança, ética e transparência.




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