Profissionais da Educação de Hortolândia participam de congresso internacional na PUC-Campinas
- Escrito por Setor de Comunicação
Evento reuniu pesquisadores e educadores de diversos países para discutir formação docente, políticas públicas e avaliação
Entre os dias 6 e 8 de outubro, profissionais do Departamento de Pedagogia e Formação Continuada da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Hortolândia participaram da 1ª edição do Congresso Internacional Inter-Redes Linguagens e Educação, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da PUC-Campinas.
Com o tema “Formação Docente, Políticas Públicas e Avaliação em Foco”, o evento reuniu pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes países e instituições, em formato presencial e on-line. A iniciativa contou com apoio da CAPES e de diversas redes de pesquisa, entre elas o Projeto Nacional de Letramentos, a Red de Posgrados en Educación en Latinoamérica (REDPEEL), a AlfaRede, o Grupo Escola Pública e Democracia (GEPUD) e a Rede Escola Pública e Universidade (REPU).
De acordo com a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, durante os três dias de atividades, os participantes acompanharam palestras, painéis, minicursos e apresentações de trabalhos científicos sobre temas atuais da educação contemporânea, como formação docente, práticas pedagógicas inovadoras, políticas públicas, tecnologias educacionais, inclusão escolar e avaliação em tempos de inteligência artificial.
O coordenador pedagógico do Centro de Formação dos Profissionais em Educação Paulo Freire (CFPF), José Mário Regis, atuou como mestre de cerimônia do evento, destacando a riqueza das trocas e os aprendizados vivenciados.
“O evento desvelou muitas potencialidades, com trabalhos maravilhosos. É muito gratificante observar quantos profissionais estão produzindo conhecimentos com compromisso ético e na busca de uma Educação que humaniza. Quantos aprendizados e transbordamentos! ‘O meu lugar é atravessado por outros lugares!’. Entendendo lugar por pessoas, agradeço à coordenação do evento pela condução dessa experiência de tamanha grandeza e de uma boniteza que só Freire pode traduzir”, ressaltou Regis.
O coordenador pedagógico do componente curricular de Língua Inglesa, Wilton Araujo, também destacou a relevância do congresso para o aprimoramento da prática docente e para o diálogo intercultural.
“O minicurso com o tema ‘Educação linguística crítica, raça e Sul Global na era da inteligência artificial’, ministrado pelo professor Dr. Kleber Silva, da Universidade de Brasília, trouxe reflexões latentes e necessárias sobre os desafios contemporâneos da educação linguística. Já a participação da professora Dra. Ana Paula Duboc, com a temática ‘Educação linguística em língua estrangeira com crianças’, dialogou diretamente com a prática de ensino. Foi um prazer rever a professora, que hoje é uma grande referência no ensino de Letramentos Críticos em língua inglesa”, destacou.
“Eventos que promovem a discussão de temas importantes e nos possibilitam conexões e trocas de experiências entre redes municipais, estaduais e pesquisas acadêmicas de universidades do Brasil e do exterior demonstram o quanto um evento dessa grandeza é relevante para a educação”, afirmou o professor referência em Educação Especial do Centro de Formação dos Profissionais em Educação Paulo Freire (CFPF), Isaac Scaglia.
“A busca pelo conhecimento e pela formação continuada é papel fundamental, pois, como dizia Paulo Freire, ‘me movo como educador porque primeiro me movo como gente’”, destacou o diretor do Departamento de Pedagogia e Formação Continuada, Aparecido Donizeti Chagas de Faria.
Segundo a Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia (SMECT), o congresso teve como objetivo aprofundar reflexões sobre os desafios e possibilidades da educação contemporânea, articulando teoria e prática, universidade e escola, pesquisa e cotidiano docente. Ao participar do encontro, os profissionais da rede municipal de educação ampliaram horizontes, compartilharam experiências e reafirmaram o compromisso coletivo de construir uma educação pública cada vez mais humana, crítica e transformadora.




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