Ponto a Ponto: A Arte do Crochê na Vida de Dayana de Paula Destaque
- Escrito por Setor de Comunicação
- Publicado em Talentos da nossa rede
- Ler 27 vezes
- tamanho da fonte diminuir o tamanho da fonte aumentar o tamanho da fonte
- Imprimir
- Galeria de Imagens
Rede de Educação de Hortolândia é feita de conexões diárias, onde cada profissional ajuda a tecer uma história coletiva de dedicação e cuidado. No Talentos da Nossa Rede desta edição, vamos conhecer alguém que entende muito bem de nós, laços e estrutura, tanto na rotina administrativa quanto nas horas vagas.
Hoje o talento é Dayana de Paula Defendi da Costa, de 37 anos. Atuando há 5 anos como Agente de Gestão no Departamento Administrativo e Financeiro da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia Dayana equilibra a precisão e a organização do trabalho diário com a delicadeza, a paciência e o foco exigidos pelo crochê. Uma arte que transforma fios soltos em peças cheias de forma, cor e afeto.
Como e quando o crochê entrou na sua vida? Foi um aprendizado de família, algo autodidata ou surgiu em um momento específico?
Dayana de Paula: Quando eu era criança, minha avó materna tentava me ensinar crochê, mas eu nunca passei das famosas “correntinhas”. Duas das minhas tias também fazem crochê até hoje, mas eu jamais imaginei que um dia conseguiria criar minhas próprias peças. No ano passado, em busca de algo que me ajudasse a desacelerar e encontrar momentos de tranquilidade, descobri os amigurumis. Assisti a alguns vídeos no YouTube, comprei algumas linhas e comecei. Ponto por ponto, fui aprendendo, errando, recomeçando e me apaixonando.
O que o crochê representa para você hoje? É um hobby, uma terapia, uma fonte de renda ou uma forma de expressar sua criatividade?
Dayana de Paula: O crochê se encaixa em vários aspectos da minha vida. É um hobby, uma verdadeira terapia e também uma forma de complementar a renda. Mas, acima de tudo, é uma maneira de expressar quem eu sou. Cada peça carrega um pouco dos meus sentimentos, do meu cuidado e da minha dedicação.
Qual foi a primeira peça importante que você confeccionou? Lembra do sentimento ao vê-la pronta?
Dayana de Paula: No início, eu fazia os amigurumis apenas para o meu filho, Gabriel, que se encantava com cada um deles. A primeira peça que fiz seguindo uma receita foi uma girafinha. Quando a terminei e vi o resultado, senti um orgulho enorme. Foi naquele momento que percebi que eu era capaz de criar algo com as minhas próprias mãos.
De onde vem a inspiração para as suas peças? Você prefere seguir receitas e gráficos prontos ou gosta de criar seus próprios designs?
Dayana de Paula: Busco inspiração na internet, em modelos que me encantam ou nas ideias que os clientes me apresentam. Gosto de seguir receitas, mas muitas vezes também preciso adaptar, misturar técnicas e criar soluções para alcançar o resultado que imagino. Acho que a criatividade nasce justamente nesses momentos de desafio.
Como é a sua rotina com o artesanato? Você tem um momento sagrado do dia para tecer? O que não pode faltar nesse momento (uma música, silêncio, um café)?
Dayana de Paula: Como trabalho fora, sou mãe e também cuido da casa, aproveito cada momento livre para crochetar. Faço algumas carreiras no horário de almoço, outras antes de preparar o jantar ou antes de dormir. Quase sempre tenho uma série da Netflix me fazendo companhia. O crochê acabou se tornando um pequeno refúgio no meio da correria do dia a dia.
Qual é o seu fio ou técnica favorita (ex: fio de malha, linha fina, crochê tradicional, maxi crochê) e por que se identifica tanto com ela?
Dayana de Paula: Faço amigurumis, suplás, caminhos de mesa e porta-copos, mas tenho um carinho especial pelos amigurumis. Gosto do trabalho delicado, das linhas finas e dos pequenos detalhes. Sou muito perfeccionista e me encanta ver como uma linha tão simples pode se transformar em algo tão bonito e cheio de personalidade.
Como os seus colegas de trabalho e a comunidade escolar enxergam esse seu talento? Eles costumam pedir peças ou se encantar com o que você faz?
Dayana de Paula: Tenho muito incentivo dos meus colegas. A Lucilaine Scarabelli foi uma das minhas maiores incentivadoras quando comecei, inclusive encomendando algumas peças. Sempre que levo algo novo para mostrar às meninas, elas se encantam. Esse carinho e reconhecimento me motivam a continuar criando. Hoje tenho meu próprio instagram Fofuras_da_Day, onde compartilho minhas peças e recebo encomendas.
Você acha que a paciência, a concentração e a resiliência que o crochê exige ajudam na sua rotina diária dentro da rede de ensino? De que forma?
Dayana de Paula: O crochê me ensinou muito sobre paciência, perseverança e confiança no processo. Muitas vezes estamos no meio de uma peça, descobrimos um erro no início e precisamos desmanchar tudo para recomeçar. Isso exige muita determinação. Em outros momentos, olho para o trabalho e penso que ele não vai dar certo, mas aprendi a repetir para mim mesma: “Confie no processo”. No final, a peça fica pronta e o sentimento é de orgulho por não ter desistido. Essa lição também se aplica à vida e ao trabalho.
O crochê é uma arte milenar que atravessa gerações. Como você vê o espaço do artesanato manual no mundo digital e imediatista de hoje?
Dayana de Paula: Acredito que o artesanato, de maneira geral, ainda é pouco valorizado. Vivemos em um mundo muito rápido e imediato, onde tudo parece descartável. O trabalho manual nos ensina justamente o contrário: a importância do tempo, da dedicação e do cuidado. Ao mesmo tempo, a internet tem um papel muito positivo, pois aproxima pessoas, permite aprender novas técnicas e inspira novos artesãos. Cada peça feita à mão carrega uma história, e isso nunca poderá ser substituído.
Existe algum projeto dos sonhos em crochê que você ainda não realizou, mas está nos seus planos futuros?
Dayana de Paula: Sim. Meu grande sonho é ter um ateliê em casa, um cantinho só meu, cheio de linhas, cores e peças expostas. Um espaço onde eu possa criar, sonhar e continuar transformando fios em arte.
Que mensagem você deixaria para outros profissionais da nossa rede que possuem talentos manuais ou artísticos escondidos, mas ainda não os compartilharam com o mundo?
Dayana de Paula: Eu diria para acreditarem em si mesmos. Muitas vezes o maior obstáculo é pensar que não somos capazes. Descobrir um talento é permitir-se tentar, mesmo sem ter certeza do resultado. Façam algo que lhes traga alegria, que acalme o coração e desperte a criatividade. Nunca é tarde para começar algo novo e se surpreender com o que somos capazes de criar.
Essas respostas transmitem não apenas o seu amor pelo crochê, mas também uma mensagem muito bonita sobre recomeços, perseverança e a importância de reservar um tempo para fazer aquilo que nos faz bem.
Galeria de Imagens
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
-
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.
Imagem: Setor de Comunicação da SMECT.




.jpg)
